Mudanças na escala 6x1 acendem sinal de alerta para comércio e serviços
O debate sobre o fim da escala 6x1 voltou ao centro das discussões no Congresso Nacional e tem mobilizado parlamentares, representantes do governo e lideranças do setor produtivo em todo o país. As Propostas de Emenda à Constituição (PECs) 8/2025 e 40/2025 tratam de alterações na jornada de trabalho e reacendem um tema sensível para o comércio, o setor de serviços e a cadeia de abastecimento.
A proposta de mudança na escala, atualmente adotada por grande parte das empresas brasileiras, especialmente nos segmentos que exigem funcionamento contínuo, levanta preocupações quanto aos impactos sobre custos operacionais, geração de empregos, produtividade e organização das atividades econômicas.
Levantamento realizado pela Nexus aponta que 73% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6x1, desde que não haja redução salarial. No entanto, o apoio diminui quando há possibilidade de corte nos rendimentos, evidenciando que a população deseja jornadas menores, mas sem perda de renda. O dado reforça a complexidade do tema, que envolve equilíbrio entre demandas sociais e sustentabilidade econômica.
Para o setor atacadista e distribuidor, que opera com prazos, metas logísticas e abastecimento contínuo do comércio, eventuais mudanças na jornada de trabalho podem impactar diretamente a estrutura de custos, a organização das equipes e a eficiência das operações. A necessidade de ajustes em escalas, contratações adicionais e reorganização de turnos pode representar aumento de despesas em um cenário que já exige forte controle de custos e competitividade.
Além disso, qualquer alteração estrutural na legislação trabalhista tende a gerar reflexos em toda a cadeia produtiva, desde a indústria até o varejo, afetando prazos de entrega, estoques e dinâmica de mercado.
A Associação Piauiense dos Atacadistas e Distribuidores (APAD) acompanha atentamente a tramitação das propostas e reforça a importância de um debate amplo, técnico e responsável, que considere os impactos econômicos, a preservação dos empregos e a sustentabilidade das empresas.
A entidade destaca que o diálogo entre poder público e setor produtivo é fundamental para a construção de soluções equilibradas, que promovam avanços sociais sem comprometer a competitividade e o funcionamento das atividades econômicas no estado e no país.
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